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QUEM É SATOSHI NAKAMOTO?

965.957 BLOCOS. NINGUÉM SABE QUEM CONSTRUIU O PRIMEIRO.

Em 2008 alguém publicou um documento descrevendo o Bitcoin. Assinou como Satoshi Nakamoto. Em janeiro de 2009 deu a partida na máquina. Em 2011 parou de escrever e foi embora. Ninguém nunca mostrou quem era, e a máquina não precisou dele nem uma vez desde então.

BLOCOS DESDE O PRIMEIRO
965.957
ANOS SEM PARAR
17,7
HALVINGS DESDE QUE ELE SAIU
4
COMPUTADORES COM UMA CÓPIA
26.823
TENTATIVAS POR SEGUNDO
930QUINTILHÕES
MOEDAS QUE EXISTEM
20.081.115BTC

O QUE SE SABE DE VERDADE

Em 31 de outubro de 2008, um documento de nove páginas foi mandado para uma lista de e-mails de gente que trabalha com criptografia. Ele se chamava Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System. Estava assinado Satoshi Nakamoto.

Em 3 de janeiro de 2009 essa pessoa rodou o software e construiu o primeiro bloco. Ela colocou uma linha de texto dentro dele: a manchete de um jornal daquela manhã, sobre bancos sendo socorridos. A linha continua no bloco. Qualquer pessoa pode ler, e ela prova que a cadeia não começou antes do dia em que aquele jornal foi impresso.

Por dois anos essa pessoa escreveu código, respondeu perguntas em fóruns e por e-mail, e foi passando pedaços do trabalho para outras pessoas. Em 2011 mandou uma última mensagem e parou.

É essa a lista inteira. Todo o resto que se fala é suposição.

AS MOEDAS QUE NUNCA SE MOVERAM

Em 2009 quase ninguém minerava. Uma máquina só construía a maior parte dos blocos, e era muito provavelmente a dele.

Pesquisadores foram atrás desses primeiros blocos e colocam o total em torno de um milhão de moedas. É uma estimativa. Nada dentro de um bloco diz quem minerou, então isso nunca vai poder ser mais que uma estimativa.

Agora a parte que não é estimativa. Essas moedas não se moveram. Nem um pagamento, nem uma vez. Os endereços são públicos, qualquer pessoa pode acompanhar, e milhares de pessoas acompanham. Quinze anos, nada.

Por quê, ninguém sabe. As chaves podem estar perdidas. A pessoa pode ter morrido. Pode ser que ela simplesmente tenha decidido não mexer. Quem te disser qual das três está chutando.

OS NOMES

Jornalistas já deram nomes. Algumas pessoas se apontaram sozinhas. Uma delas foi parar no tribunal.

Nada disso nunca resolveu nada, e existe um motivo simples.

Quem minerou os primeiros blocos tem as chaves deles. Uma chave consegue assinar uma mensagem. Uma assinatura só, com uma dessas chaves, acabaria com a pergunta em uns dez segundos, e qualquer pessoa no mundo poderia conferir sozinha sem pedir permissão a ninguém.

Isso nunca aconteceu. Enquanto não acontecer, um nome é só um nome.

POR QUE ISSO NÃO IMPORTA

Esta é a parte que as pessoas pulam, e é o ponto inteiro.

Você não precisa confiar em Satoshi Nakamoto para usar Bitcoin. Você não precisa confiar em ninguém.

Cada computador da rede confere cada regra sozinho. Um bloco que paga ao seu minerador mais do que as regras permitem é jogado fora. Um pagamento sem assinatura válida é jogado fora. Não faz diferença nenhuma quem escreveu a regra, nem quem mandou o bloco.

É por isso que perder o autor não atrasou nada. Nunca existiu uma sede para se perder.

Olhe os números no topo desta página. Cada um deles foi feito por uma rede que está há mais de uma década sem ninguém no comando.

Uma coisa que ainda precisa de quem a fez não está terminada. Era esse o ponto.

PERGUNTAS

Quem é Satoshi Nakamoto?

É o nome no documento que descreveu o Bitcoin em 2008, e no software que deu a partida nele em 2009. Ninguém nunca mostrou quem estava por trás. Várias pessoas foram apontadas ao longo dos anos, por jornalistas e por elas mesmas, e nenhuma produziu a única prova que resolveria: uma assinatura feita com as chaves que mineraram os primeiros blocos.

Satoshi Nakamoto está morto?

Ninguém sabe, e não existe jeito de descobrir. Não existe prova em nenhuma direção. As moedas intactas são a única coisa que as pessoas citam, e elas não provam nada: uma pessoa viva pode perfeitamente deixar dinheiro parado.

Quantos bitcoins Satoshi Nakamoto tem?

Ninguém pode dizer com certeza. Pesquisadores que estudaram os primeiros blocos colocam isso em torno de um milhão de moedas, das 20.081.115 que existem hoje. Continua sendo uma estimativa: nada dentro de um bloco registra quem minerou.

As moedas de Satoshi Nakamoto já se moveram?

Não. Nem um pagamento desde 2009. Os endereços são públicos e milhares de pessoas acompanham, então no dia em que uma delas se mexer, o mundo inteiro vai saber em minutos.

Por que Satoshi Nakamoto desapareceu?

Ele nunca disse. As últimas mensagens são de 2011, e nelas ele passava o trabalho para outras pessoas. Desde então a rede construiu 965.957 blocos e passou por 4 halvings sem ninguém no comando.

Satoshi Nakamoto poderia mudar o Bitcoin?

Não, e em 2011 também não poderia. As regras só mudam se as pessoas que rodam o software escolherem rodar um software diferente. Não existe chave, conta nem botão que seja do autor.

Onde dá para ler o white paper do Bitcoin?

Neste site, inteiro. As nove páginas, os sete diagramas, o código e as referências, tirados direto do arquivo original em vez de redigitados. O documento em si está em inglês, do jeito que foi publicado.

VER FUNCIONANDO

O documento está de pé no saguão, e a máquina que ele descreve funciona em volta dele. A visita para na frente da página e te conta isso em uns quarenta segundos.

Ir até o documento no saguão

O QUE LER DEPOIS

  • O WHITE PAPERas nove páginas que ele assinou, inteiras (em inglês)
  • NODESquem aplica as regras agora que não tem ninguém no comando
  • SUPPLYos 21.000.000 que ele fixou em 2009, e por que isso se sustenta

LETRAS MIÚDAS

Esta página não finge saber se é um homem, uma mulher ou várias pessoas. Ninguém sabe, então nada aqui finge o contrário. Também não tem nome de candidato nenhum, pelo mesmo motivo: imprimir um nome seria repetir uma suposição com a autoridade de um site que em todo o resto só diz coisas conferíveis. Os números ao vivo são lidos da rede. O número das primeiras moedas vem de trabalhos publicados sobre o padrão dos blocos de 2009, e continua sendo uma estimativa.